domingo, 20 de março de 2011

ANO NOVO ROSA CRUZ Ano 3364

O FESTIVAL DE ANO NOVO NO ANTIGO EGITO
Diversas civilizações e culturas que possuem calendários anuais comemoram a passagem de um ano para outro. Trata-se de um evento em que se celebra o fim de um ano em proveito do próximo, inaugurando um novo ciclo. Para os antigos egípcios não foi diferente. Há mais de 5 mil anos, já festejavam, a seu modo, o Ano Novo.

A crença no deus Rá (divindade solar) orientava a vida dos antigos habitantes da terra dos faraós e, embora a jornada diária desta divindade representasse a sucessão dos dias e das noites, a contagem do tempo estava definida pelos ciclos anuais do Rio Nilo.
O conhecimento da natureza levou-os a formularem um calendário anual de três estações: quando o rio começava dar os primeiros indícios das inundações, inaugurava-se a estação chamada akhet. Terminada esta fase, as águas retrocediam e as terras reapareciam, ocorrendo a semeadura conhecida como peret. Por fim, na estação shemu ocorriam as colheitas, logo após as espigas amarelarem. Deste modo, o ano era medido pelo tempo necessário da duração total de uma colheita.

Contudo, por mais regular que fosse o evento anual da inundação do Nilo, era difícil os egípcios marcarem com exatidão, sempre na mesma data, o fim de uma e o início de outra estação. Para isso, os criadores dos calendários na Antiguidade se guiavam pela observação astronômica. A estrela Sirius anunciava o início de um novo ano, aparecendo no leste instantes antes do sol nascer. Como o aparecimento deste astro coincidia com o início das inundações do Rio Nilo, foi associada às lágrimas da deusa Ísis que no mito religioso egípcio chorava pela morte de seu marido Osíris.
A presença da estrela Sirius, juntamente com os sinais das cheias do Nilo eram símbolos que marcavam o primeiro dia do Novo Ano, e deveria ser comemorado, pois ali se iniciava o período de uma nova colheita. Além disso, devido à relação da estrela com a deusa Ísis, essas comemorações também eram dedicadas à divindade.

Nesta festividade, todos os egípcios deveriam levar oferendas para agradar os diversos deuses. Em especial, esta era uma missão dos sacerdotes, que arrecadavam provisões e presentes para dedicar nos templos. Além das comemorações à deusa Ísis, também celebravam o deus Rá, pois após o desaparecimento da estrela Sirius, era o sol que anunciava o primeiro dia do Ano Novo para os antigos egípcios. De acordo com as inscrições antigas que trazem a mensagem de Ano Novo pode ser lido: Ra upet nefer renepet.k (“É Rá que abre este belo dia de ano Novo pra ti.”).
De acordo com os habitantes da terra dos faraós, o Museu Egípcio e Rosacruz deseja a todos um excelente Festival de Ano Novo, com muita saúde, paz e prosperidade no ano que está por vir.

Fonte: Montet, Pierre. O Egito no tempo de Ramsés. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

Hoje dia 20/03/2011 Na AMORC comemoramos o Ano Novo RosaCruz ano 3364.

Celebrando a passagem do Ano Novo Rosacruz 3363/3364. A passagem acontece no equinócio da Primavera no Hemisfério Norte, ou seja, no instante em que o Sol cruza o equador celeste, marcando o início de um novo ciclo. Para nós, no Hemisfério Sul, o Ano Novo R+C acontece no equinócio do Outono, mas o sentido é o mesmo. A mudança de ano está de acordo com a mudança das estações, marcando o eterno ciclo da natureza em Primavera, Verão, Outono e Inverno.
 

1. Imagem demonstrando as “cheias” do rio Nilo. Possivelmente próximo de como os egípcios as observavam na antiguidade.
2. Cena que representa a segunda estação do ano para os egípcios – peret – período de semear a terra. 

 
3. Cena que representa a última estação segundo o calendário egípcio antigo – shemu – momento de colher cereais como o trigo e a cevada.
4. Imagem de Rá – o deus solar representado na sua forma antropozoomórfica, com corpo humano e a cabeça de um falcão coroado pelo disco solar. A festividade de Ano Novo também era dedicada a ele, pois era o responsável pelos dias e pelas noites.
5. Vaso do Ano Novo. Vasos como esse estavam presentes nas festividades de Ano Novo. Eram preenchidos com a água do rio e possuíam inscrições com votos de prosperidade para o novo ciclo que iniciava.

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