quinta-feira, 14 de abril de 2011

SOB O SOL


Caro leitor você deve lembrar que no dia 1 de outubro de 2001 entrava no horário nobre da rede globo a novela "O Clone" escrita por Glória Perez, uma excelente escritora, novela com uma abertura fantástica, um tema de abrangente discussão na época. Atualmente a rede Globo voltou a exibir no horário da tarde no Vale Apena Ver de Novo. Considerando essa novela e sua trama que acontece em Marrocos, com suas culturas, crenças e valores do Islã,  novamente me chamou a atenção a abertura da novela, comecei a ouvir sua trilha musica de abertura "Sob o Sol" eu nunca tinha parado para perceber quanta riqueza mística, filosófica tem a essa letra. Fazendo uma ponte com a telenovela atual, a mesma emissora está exibindo a novela "Morde e Assopra" uma novela que busca revelações do passado e as possibilidades do futuro. (no meu blog você encontrará um artigo sobre essa novela já publicado) Ambas as tramas nos remete ao ponto chave "A vida" os mistérios em que o ser humano não cansa jamais em querer desvendar. Nossa sede de entender o ser humano, descobrir sua criação, seus segredos. Mas a principio preste atenção na letra da música abaixo e assista o vídeo que está postado no final do texto.




SOB O SOL (Letra - Marcos Viana)


Sobre as nossas cabeças um sol 

Sobre as nossas cabeças a luz 

Sobre as nossas mãos a criação 

Sobretudo o que mais for o coração 

Luz da fé que guia os fiéis 

Pelo deserto sem água e sem pão 

Faz de pedras um rio brotar 

Faz do céu chover forte o maná 



Quebra o vaso de barro do teu coração 

Com o melhor vinho do teu amor 

Pois quer a lei que ele se perca no chão 

E floresça o deserto aos seus pés 



Regando as areias recriando o regato e as luzes do 

Éden das flores 

Na terra dos homens do circo dos anjos guardiões 

Implacáveis do céu 
Dançamos a dança da vida 
No palco do tempo teatro de Deus 
Árvores, sândalos, sonhos 
Os frutos da mente são meus e são teus 
Nossos segredos guardados 
enfim revelados nús sob o sol 
Segredos de Deus tão guardados 
enfim revelados nus sob o sol




terça-feira, 12 de abril de 2011

Comentário sobre a obra " Elogio da Loucura"


Caro leitor, hoje resolvi postar um comentário sobre uma obra literária de grande importância uma das sátiras mais brilhantes da história da literatura que foi escrito por Desidério Erasmo, humanista holandês, conhecido como filósofo humanista que viveu nos séculos XV e XVI. Erasmo, O Voltaire do século XVI, dominou o ambiente intelectual de sua época; de toda sua volumosa obra, porém, apenas o Elogio da Loucura escapou à obscuridade e ao esquecimento.

Em tom conversativo e provocador, Erasmo de Rotterdam cria um personagem muito conhecido, porém pouco discutido: a loucura. Indignada com a abstenção de elogios a seu respeito, a loucura resolve, por fim, elogiar a si própria e mostrar o quão presente está na vida da sociedade. Versando sobre os mínimos detalhes das ações humanas, ela mostra que está mais presente do que se imagina e revela-se de tal forma necessária e sedutora que acaba por atrair até a simpatia do leitor.

A loucura se diz habitar o casamento, os filósofos, a ciência, as artes, a religião. Em atitude ousada, diz-se, inclusive, regente de governos, da formação de cidades, das relações humanas, do senso comum. Afirma que boa parte da sociedade tal como ela existe em seu tempo se deve à presença da loucura. Os juristas, ao criar centenas de leis sem se preocupar com a relação que existiria ou não entre elas, estão embebidos na loucura. O aspecto encantador das crianças, que retarda todos a sua volta; a busca do jovem pelos prazeres da vida; a busca incessante por verdades e o complexo de sábio dos filósofos; as tentativas ridículas das mulheres para atrair os homens; a ignorância; a esperança, enfim, tudo isso existe graças a ela, a nada modesta loucura.

Teólogo e cristão, Erasmo ainda assim critica a religião, em especial a Religião Católica. Coloca a loucura como regente também desse meio como fator explicativo para as guerras em que a igreja se envolve, os impostos que cobra aos fiéis para que suas almas não sejam condenadas e o apego material dos bispos. Para tanto, busca respaldo em frases de importantes personagens religiosos para comprovar que a loucura era aceita como normal por Cristo e por religiosos.

Suas críticas à igreja católica tiveram tamanho impacto em sua época que levaram Lutero a convidar Erasmo a unir-se a ele no emergente protestantismo, convite esse que foi negado. Erasmo preferiu continuar em sua posição religiosa, criticando-a por dentro.

Nesse momento abro um parêntese (nessa época em que tive oportunidade de conhecer a obra de Erasmo eu era seminarista da Igreja Católica e me recordo que a minha turma que ficou na responsabilidade de encenar a obra foi muito pertinente ao momento. Recordo-me que eu fizera o papel de Cardeal e assim apontando as loucuras de ser considerado o príncipe da Igreja, outros amigos que diga-se de passagem também seminaristas fizeram o papel de Papa, Bispo, e a própria loucura. Ao mesmo tempo queríamos denunciar a verdadeira realidade da Igreja que ainda se perpetua pelo ditadura de seus dogmas e autoritarismo. Assim o fizemos por meio de uma sátira antiga mas muito atual em nossos dias. No fim desse artigo estarei postando algumas fotos de nossa encenação).

Apesar do vácuo temporal que nos separa de sua escritura, a obra Elogio da Loucura consegue manter-se igualmente relevante, denunciador e provocante na atualidade, mostrando consistência em suas ideias e estrutura. O leitor tem, assim, a oportunidade de mergulhar na história e transitar, simultaneamente, na realidade de Erasmo e na própria em que vive. Eis a riqueza da obra.

Essas fotos são de uma encenação na Faculdade, ilustrando a obra de Erasmo "Elogio da Loucura"

Papa : Silmar
Cardeal: Alexandre (eu)
Bispo: Alexandre Cruz
Loucura: Celso



sábado, 9 de abril de 2011

O FILÓSOFO AUTODIDATA

Uma corrente da filosofia árabe sobre a intelectualidade universal na emanação do Ser Supremo.

Caro leitor, primeiramente te convido a conhecer um pouco sobre o filósofo árabe Ibn Tufayl.


Nascido cerca de 1105, (Séc VI da Hégira) em uma pequena cidade andaluza de Guadix “Wadi Ach”, de Muhammad ibn Abdal-Malik ibn Tufayl al-Qaysi, chamado segundo o nome de um de seus filhos Abu Bakr. Seu trisavô liga-se à ilustre tribo árabe dos Qais.
A biografia de Ibn Tufayl é pobre em datas. A maioria é inferida a partir de outros acontecimentos da política árabe e andaluza.
Cerca de 1150. A partir dos quarenta anos, Ibn Tufayl vive momento de dúvidas entre a medicina e as politicas diplomatas.
1154 – se torna secretario do governador de Ceuta e de Tânger.
Em seguida vai para Marrakech, onde se torna amigo e médica pessoal do sultão almóada Abu Yakub Yusuf, líder dos crentes no Islã do Ocidente. Nesse momento Ibn Tufayl representa um papel muito importante para o desenvolvimento ulterior da filosofia árabe: proteger Averróes, que beirava então os trinta anos, apresentando-o ao califa.
1168 – Ibn Tufayl leva Averróes a compor seu comentário de Aristóteles.
1182 – Delega a Averróes suas funções de médico do califa.
1184 – Após a morte do califa, assume o sucessor , filho, Abou Yusuf e Ibn Tufayl conserva os favores do novo soberano.
1185-1186 – Morte de Ibn Tufayl em Marrakech. Averróes morrerá treze anos mais tarde, em 1198.

Pois bem, você conheceu um pouco da biografia de um filósofo pouco conhecido no Ocidente, mas que contribui muito para filosofia no mundo árabe. Se você desejar conhecer um pouco mais sobre o autor, lhes indico a leitura da obra: “O filósofo autodidata” editora Unesp.

Vamos agora adentrar o tem, assim como mencionei acima, o filósofo estabelece uma forte corrente de seu mundo, podemos encontrar em sua obra diversas citações do Alcorão – O livro sagrado do Islã.
Ibn Tufayl nos fala que o ato de aprender por si mesmo não é uma novidade, pois para ele o conhecimento de si próprio se dá a todos desde muito tempo. Na filosofia árabe todo seu pensamento conduz a um novo resultado, porem idêntico ao de sua religião, mas por outro lado isso torna-se a busca individual do ser humano e assim transmitir a todos a grande importância do conhecimento.
A obra de Ibn Tufayl em, “O Filósofo Autodidata”, demonstra de forma resumida as doutrinas correntes na filosofia árabe sobre a intelectualidade universal que abrange o Ser Supremo. No decorrer da obra, observam-se várias vezes citações com já mencionei acima do Alcorão. A história se baseia na vida de Hayy ibn Yaqzan, cujo nome quer dizer “Vivo, filho do Acordado”, ou ainda “Vigilante”. A obra desenvolve uma aventura ao mesmo tempo “exterior e interior” o ”Uno e o Múltiplo”, o “Ser e o Nada”.
Ele descobre a simpatia e a afeição dos seres  que lhe assemelham: os animais.
Diz a tradição que Hayy nasceu sem pai e mãe, outro diz que ele foi lançado no mar dentro de uma barca, onde com a maré alta a barca foi lançada numa ilha distante, ao chegar nessa ilha foi adotado por uma gazela que acabara de perder seus filhotes.
A gazela devido ao choro do menino foi se achegando perto e aos poucos foi alimentando, pois a criança chorava de fome. O menino foi crescendo e habituou-se tanto com a gazela, que ele acreditava que ela era sua mãe.
O tempo foi passando, o menino crescendo e a gazela começa a ficar doente até que ele vem a morrer.
Quando isso ocorre o menino não entende e começa a buscar as formas da morte da gazela, os motivos que o deixara só, em outras palavras ele passa a examinar a causa da morte um “cirurgião”. Pensa que a morte da gazela foi originada por um dano em algum membro oculto do corpo. Hayy disseca o cadáver da gazela e descobre o coração e começa a fazer um minucioso exame desse coração. (quantas vezes queremos descobrir os mistérios do coração e deixamos de entende a mente, sentimentos etc.) Então ele se convence que havia um ser em seus compartimentos e que esse ser partiu deixando o corpo.
Depois de um longo tempo vendo que não havia mais o que fazer ele enterra a gazela, e a partir daí, começa uma nova história.

“Assim que adquiriu a certeza de que sua essência verdadeira não podia corromper-se, quis saber qual seria sua condição quando ela tivesse abandonado o corpo e se tivesse libertado dele. Mas já se tinha convencido de que ela só abandona quando este não mais lhe convém como instrumento”

Perdendo a gazela, Hayy acredita que o mundo se reduz naquela ilha sendo que ele não encontra ninguém a sua semelhança. Nesse ponto Hayy conhece o fogo e o mantem aceso dentro de uma cova. Com esse conhecimento ele aprender a comer carne assada e a praticar a caça e a pesca.  Nesse ponto sua atenção começa a se voltar para o conhecimento da alma. Princípios por discernir as funções da alma vegetativa e a natureza dos quatros elementos; terra, ar, fogo, água.
Com isso Hayy afirma em sua ideia a existência de um Criador incorpóreo e este Criador é a causa dos demais seres. Assim esse Criador tem todas as qualidades de perfeição.
Assim, considera a espécie inteira lhe aparecida una, e a multiplicidade dos indivíduos que ela compreende lhe parecia comparável à multiplicidade dos membros de um individuo que não é realmente uma multiplicidade.

Essas reflexões nos fazem compreender que o 'espírito' animal, comum a todo reino animal é uno na realidade, mesmo que ainda se apresente diferença entre uma espécie e outra, dentro se seu âmbito.

Para concluir Hayy fez algumas “viagens” no seu mundo exterior e interior. Na sua ida para o mundo sensível como a obra relata e ao seu voltar que lhe causou aversão à vida terrestre. Hayy a cada dia buscava o conhecimento e suas viagens interiores ao que é mundo sensível foi se tornando prática ao ponto de considerar que o melhor é viver no mundo das descobertas interiores mesmo sabendo que o exterior está a sua espera.
Os Olhos de seu coração se abriram, o fogo de seu pensamento se acendeu e sua concordância entre razão e a tradição se estabelecer em si.

Poderia aqui abranger muito mais sobre a obra, por isso te convido a procurar e fazer a leitura desse livro. Que você possa se descobri, se conhecer e assim melhorar seus caminhos por uma atitude simples e ao mesmo tempo complexa. “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses. Esta citação foi escrita há muito tempo em um Templo consagrado ao deus Apolo, em Delfos, na Grécia, atribuída ao filósofo Sócrates. Assim, mergulhados em preocupações com a aparência e o consumo, pensamos estar cuidando de nós mesmos, quando na verdade estamos nos perdendo em meio às coisas. É preciso conhecer a si mesmo para não perder-se. Claro que você não vai encontrar toda verdade em si mesmo, mas, pelo menos, a única verdade capaz  de ajuda-lo a crescer muito mais.



 Sugestão de Leitura

O filósofo autodidata - Ibn Tufayl - Editora Unesp- SP, 2005

domingo, 3 de abril de 2011

O Educador: um novo olhar sobre os métodos e a didática.


O Educador: um novo olhar sobre os métodos e a didática.


Sem duvida nenhuma a Educação é uma das armas mais poderosas para encurtar os conflitos na sociedade, ensinando caminhos para a gestão dos problemas através do diálogo e do debate de forma pacífica. Mas, o mundo atual confronta os educadores com dois grandes desafios: reinventar a escola e reinventar a si mesmo como profissional e como educador. Hoje vivemos um contexto totalmente novo, onde a arte de ensinar tem sido analisada e as formas da avaliar o que se ensina também têm passado por profundas mudanças.        
O educador da nova sociedade, terá que pôr em sinergia as suas habilidades e competências, pois terão que domina-las como ferramenta pedagógica do “novo ensinar”. Sabemos que o professor do novo tempo terá, então, que ser capaz de dar respostas às atuais modalidades que surgem e pelas quais os sistemas educacionais estão se reorganizando. Podemos observar que desde o início da década de 90, muito se tem falado sobre a necessidade de mudanças na educação brasileira, em seus sistemas educacionais e em suas propostas pedagógicas, assim também os educadores terão que mudar! Os paradigmas são outros e outros terão que ser os olhares lançados sobre o trabalho de cada profissional e a capacidade dele, com o seu próprio desenvolvimento, isso porque a escola, agora, está na mira de uma avaliação externa do Governo Federal e do Ministério da Educação que certamente definirá o mercado da educação.
O educador está sendo chamado a mudar, a inovar, a lançar novos olhares para a educação e para si mesmo e deverá procurar engajar-se de forma imediata a uma nova metodologia e a um novo olhar sobre os alunos. Para tanto, faz-se necessário re-qualificação dos nossos profissionais. Com certeza, os sistemas educacionais se ocuparão disso, mas é preciso que o “novo educador” busque atualização e, principalmente,  que se reinvente como o maior responsável pelo processo educacional. O professor, agora, muito mais do que antes, é aquele que irá conduzir a formação de pessoas.
            Nessa formação de pessoas destaco a importância do olhar para ler o mundo, a sociedade e o outro. 


segunda-feira, 28 de março de 2011

Homem ou Máquina? Morde ou Assopra?

Caro leitor, nesses últimos dias tenho acompanhando a nova novela da rede globo "morde e assopra" apesar do titulo da novela pode abordar um outro tema que nem irei falar agora, mas algumas cenas me chamaram a atenção. Pois bem irei introduzir o assunto para aqueles que não assistiram à novela. Abaixo acompanhe um trecho da novela falando sobre o assunto.

Ícaro, o personagem interpretado por  Mateus Solano na trama de Walcyr Carrasco é uma soma de razão e coração. Ele é um cientista de robótica - uma profissão extremamente racional, porem pela perda de seu amor, move sua busca por novas tecnologias na tentativa de "recriar" a amada Naomi interpretada por Flávia Alessandra, morta em um acidente.

Assim adentramos a reflexão. Primeiramente quero deixar aqui o sentido dessa reflexão filosófica; A filosofia é característica de uma atitude fora do senso comum, considerada por muitos com negativa, pois ela traz um questionamento a tudo aquilo que para grande massa é normal e isso incomoda muito, porem, nos ajuda a crescer muito.  A novela aborda um tema interessante que prefiro considerar e chamar de medo da morte, medo da solidão, fuga da realidade. Mesmo que não seja esse o sentido que o autor quis dizer, por isso digo novamente, a filosofia nos leva ao questionamento, um olhar novo.

Hoje nos deparamos com uma sociedade cada dia mais cibernética, robótica, capitalista etc. A sociedade para querer fugir de seus anseios, de suas realidades, se assumir seus atos, muitos criam rotas de fuga gerado pelo medo, insegurança e isso não é bom para o Ser Humano.
Sei que não é fácil dizer isso pois você pode estar pensando,: como esse rapaz fala isso ele não está passando pelos meus problemas ou dizer ele não perdeu um ente querido, um amigo etc... Você pode dizer e querer justificar tudo isso, mas essa é a verdade, fugimos ao contrário de enfrentar e cresce.
O ser humano segundo a ciência e diversas crenças dizem que somos formados por celular, sistema nervoso, glândulas, emoções, sentimentos ou seja, formado por um DNA.

Segundo o filósofo Sócrates, quem primeiro se inclinou a estudar o ser humano dizia “Conhece-te a ti mesmo”. Para Sócrates o homem era alguém que podia responder com racionalidade a uma indagação racional. Para seu aluno, Platão, o homem é alma e com isso, ele é imortal.  A definição mais comum que se manteve por muito tempo é que o homem é um animal racional, defendida por muitos filósofos importantes de gerações passadas como: Descartes, Spinoza, Kant, Hegel e outros. Mas com decorrer do tempo muito se mudou e atualmente são muitas as definições que temos baseadas em características do homem. Como a de que este é um ser livre (Sartre); para Gabriel Marcel, um ser problemático; para Luckmann, um ser religioso.

Agora, finalmente estuda-se o homem pós-moderno. A pós-modernidade, que surgiu a partir da insatisfação perante a modernidade, foi prenunciada talvez por Nietzsche em Zaratustra. Foi a partir da década de 80 que se intensificou a informática, explodiu o surto místico-psíquico-religioso e instaurou-se a globalização neocapitalista. Assim, a pós-modernidade tem revelado uma aceleração histórica. O filósofo Lyotard diz que “hoje a vida anda depressa”. O homem sente-se acossado pelos acontecimentos e atropelado pelas inovações tecnológicas.

 
Chegamos ao ponto chave. Inovações tecnológicas. Imagine que você perde um ente querido ou até mesmo que você tenha falecido e alguém que te conhece, têm fotos, gravações etc. Resolve criar uma máquina e implantar todos os conhecimentos que ele tem a seu respeito em uma placa de computador. Pergunto-te: seria você mesmo? Reflita sobre essa pergunta, um robô seria você?

A vida é belíssima, mas ser humano é surpreendentemente imprevisível. É isso que nos torna belo. A morte virá e ela é simplesmente uma passagem, mas temos que superar, precisamos passar por situações que nos conduza ao crescimento mesmo que ela seja  as vezes dolorida. Conversando com um amigo no final de semana ele abordou algo interessante, fez o seguinte questionamento: Quem afirma que estamos acordados? Será que não estamos sonhando? Quem somos? Será que sou um programa de computador? Se for sonho, como será ao acordar? Se for um programa de computador como seria se fosse descartado, queimasse a placa mãe? 
Caro leitor quantos questionamentos podemos fazer hein! 

Reflita sobre tudo isso e deixe seu comentário sobre esse artigo. 

Sugestões de leitura:


Chauí, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo, Ática, 2002.
Arduini, Juvenal. Antropologia: ousar para reinventar a humanidade, São Paulo, Paulus, 2002.
Galliano, Alfredo Guilherme. Introdução à Sociologia. São Paulo, Harbra, 1986.
Packter, Lucio; Catunda, Michael. Antropologia Filosófica. Paraná, Virtual, 2002. 

Bauman, Zygmunt. Medo Liquido. São Paulo, Zahar, 2006 

domingo, 20 de março de 2011

ANO NOVO ROSA CRUZ Ano 3364

O FESTIVAL DE ANO NOVO NO ANTIGO EGITO
Diversas civilizações e culturas que possuem calendários anuais comemoram a passagem de um ano para outro. Trata-se de um evento em que se celebra o fim de um ano em proveito do próximo, inaugurando um novo ciclo. Para os antigos egípcios não foi diferente. Há mais de 5 mil anos, já festejavam, a seu modo, o Ano Novo.

A crença no deus Rá (divindade solar) orientava a vida dos antigos habitantes da terra dos faraós e, embora a jornada diária desta divindade representasse a sucessão dos dias e das noites, a contagem do tempo estava definida pelos ciclos anuais do Rio Nilo.
O conhecimento da natureza levou-os a formularem um calendário anual de três estações: quando o rio começava dar os primeiros indícios das inundações, inaugurava-se a estação chamada akhet. Terminada esta fase, as águas retrocediam e as terras reapareciam, ocorrendo a semeadura conhecida como peret. Por fim, na estação shemu ocorriam as colheitas, logo após as espigas amarelarem. Deste modo, o ano era medido pelo tempo necessário da duração total de uma colheita.

Contudo, por mais regular que fosse o evento anual da inundação do Nilo, era difícil os egípcios marcarem com exatidão, sempre na mesma data, o fim de uma e o início de outra estação. Para isso, os criadores dos calendários na Antiguidade se guiavam pela observação astronômica. A estrela Sirius anunciava o início de um novo ano, aparecendo no leste instantes antes do sol nascer. Como o aparecimento deste astro coincidia com o início das inundações do Rio Nilo, foi associada às lágrimas da deusa Ísis que no mito religioso egípcio chorava pela morte de seu marido Osíris.
A presença da estrela Sirius, juntamente com os sinais das cheias do Nilo eram símbolos que marcavam o primeiro dia do Novo Ano, e deveria ser comemorado, pois ali se iniciava o período de uma nova colheita. Além disso, devido à relação da estrela com a deusa Ísis, essas comemorações também eram dedicadas à divindade.

Nesta festividade, todos os egípcios deveriam levar oferendas para agradar os diversos deuses. Em especial, esta era uma missão dos sacerdotes, que arrecadavam provisões e presentes para dedicar nos templos. Além das comemorações à deusa Ísis, também celebravam o deus Rá, pois após o desaparecimento da estrela Sirius, era o sol que anunciava o primeiro dia do Ano Novo para os antigos egípcios. De acordo com as inscrições antigas que trazem a mensagem de Ano Novo pode ser lido: Ra upet nefer renepet.k (“É Rá que abre este belo dia de ano Novo pra ti.”).
De acordo com os habitantes da terra dos faraós, o Museu Egípcio e Rosacruz deseja a todos um excelente Festival de Ano Novo, com muita saúde, paz e prosperidade no ano que está por vir.

Fonte: Montet, Pierre. O Egito no tempo de Ramsés. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

Hoje dia 20/03/2011 Na AMORC comemoramos o Ano Novo RosaCruz ano 3364.

Celebrando a passagem do Ano Novo Rosacruz 3363/3364. A passagem acontece no equinócio da Primavera no Hemisfério Norte, ou seja, no instante em que o Sol cruza o equador celeste, marcando o início de um novo ciclo. Para nós, no Hemisfério Sul, o Ano Novo R+C acontece no equinócio do Outono, mas o sentido é o mesmo. A mudança de ano está de acordo com a mudança das estações, marcando o eterno ciclo da natureza em Primavera, Verão, Outono e Inverno.
 

1. Imagem demonstrando as “cheias” do rio Nilo. Possivelmente próximo de como os egípcios as observavam na antiguidade.
2. Cena que representa a segunda estação do ano para os egípcios – peret – período de semear a terra. 

 
3. Cena que representa a última estação segundo o calendário egípcio antigo – shemu – momento de colher cereais como o trigo e a cevada.
4. Imagem de Rá – o deus solar representado na sua forma antropozoomórfica, com corpo humano e a cabeça de um falcão coroado pelo disco solar. A festividade de Ano Novo também era dedicada a ele, pois era o responsável pelos dias e pelas noites.
5. Vaso do Ano Novo. Vasos como esse estavam presentes nas festividades de Ano Novo. Eram preenchidos com a água do rio e possuíam inscrições com votos de prosperidade para o novo ciclo que iniciava.

quarta-feira, 2 de março de 2011

CRISTIANISMO - VOCÊ SE CONSIDERA CRISTÃO?

POR QUE NÃO SOU CRISTÃO



Caros leitores iniciemos mais um artigo sobre religiões e hoje falaremos um pouco sobre "ser cristão" na visão do filósofo Bertrand Russell. A obra de Russell é considera a mais polêmica já escrita, mas nesse artigo não irei abordar profundamente, mas levantar alguns questionamentos.
Pois bem, o que significa o termo "cristão"? muitos dizem que ser cristão é viver uma vida como Cristo viveu, outros dizem que viver em comunidade, outros que é uma vida virtuosa etc... na verdade se ser cristão é resumidamente essa qualidades que mencionei com certeza teríamos cristãos em todas as crenças, seitas, credos etc.
Hoje o sentido cristão não é o mesmo na época de Santo Agostinho, Tomás Aquino. Quando uma pessoa dizia ser cristão com certeza eles sabiam muito bem o que isso significava. O povo vivia em uma crença estabelecida por uma instituição de poder da época, com suas forças e crenças. Mesmo que eu não fosse "cristão" para salvar a vida muitos teriam que fazer o contrario. 
existem duas característica diferentes de um cristão: 1 - a natureza dogmática: estabelecida por uma instituição que obriga crer em Deus e na imortalidade. 2 - Cristo o mais sábio da história. 
Pois bem, vamos explicar. 1- a natureza dogmática estabelecida pela Igreja Católica, obriga que para ser cristão você deve acreditar em Deus e que ele é imortal, único, salvador etc. Interessante que pegarmos os maometanos, eles também acreditam em Deus e na imortalidade como diversos outros grupos. isso nos revela então que para ser cristão devemos não só crer em Deus mas crer em Cristo, ou seja, era obrigado a crer em Cristo para ser cristão. Mas deixo um questionamento: "se para ser salvo, para ser de cristo, para acreditar no paraíso etc como seria as outras pessoas que acreditam em Deus, na imortalidade, mas são budistas, muçulmanos, judeus etc... eles não serão "salvos"?. Esses estão errados? 
Para Bertrand Russell a idéia de cristão se encontra na ação de Cristo, não como salvador, único Deus até por que Russel não acreditava em Deus e na imortalidade. 
Mas refletindo sobre sua obra: Por que não sou Cristão - um exame da ideia divina e do cristianismo. Pude observar se modo de reflexão que nos revela uma vida interessante e se aqueles que se dizem cristão assimilasse e vivencia-se esse modelo com certeza seriam ótimos cristãos. 
colocarei alguns tópicos para justificar: *  A existência de Deus = você acredita em Deus ou simplesmente por que foi ensinado, dogmatizado por uma instituição e familia?
* As leis humanas = são aquelas ordens para que o ser humano proceda segundo a vontade de outro ser humano.
* As leis da natureza =  são aquelas que interferem de fato sem que o homem interfira.
* Fatores emocionais = são aquele que você tem de uma vida sem questionamentos induzidos por terceiros.
* O medo = grande arma de instituições religiosas. base das grande religiões.

Dentre esses tópicos vou destacar o ultimo. O MEDO. o terror desconhecido e mais amado pela religião. Por meio do medo eu consigo neutralizar sua vontade, seus desejos, seus sonhos, com argumentos do tipo: olha se você fizer tal coisa, estará pecando, olha se você deixar de ir a Igreja você estará perdendo sua salvação... e assim por diante... O medo é uma arma nas mãos daqueles que detem o poder religioso. Imagina esses poderes caso o mundo todo deixe te der medo? O que seria das Igrejas chamadas Cristãs? Seriam cinzas, deixariam de manipular a sociedade com conceitos que nem Cristo ensinou. Cristo não pregou o medo, a covardia, o egoísmo, a falta de caráter etc. ele simplesmente pregou o amor a todos sem restrição.

portanto devemos apoiar-nos em nossos próprios pés e voltar o olhar para o mundo que não é seu umbigo, mas uma sociedade que precisa de ajuda. Não é pregando o proselitismo, o medo que resolveremos as coisas, mas levando honestamente a luz maior daquele que é o Grande Arquiteto, DEUS. se você não acredita em Deus, não tem problema, Bertrand Russell também não acreditava, mas nem por isso deixou de amar, respeitar o próximo independente, ele foi realista e suas obras muito se tornam presente nos dias atuais.
Crer ou não crer em Deus, não é esse o meu objetivo nesse artigo, mas somente fazer com que você possa ser VOCÊ, sem que seja manipulado por alguma religião. Abra-te ao conhecimento e verás a luz que você anseia. 

"Toda concepção de Deus é uma concepção derivada dos antigos despotismos orientais. É uma concepção indigna de homens livres. Quando vemos a na Igreja pessoas a depreciar a si próprias e a dizer que são miseráveis pecadoras e tudo mais, nos parece desprezível e indigna de criatura humanas que se respeitem. um mundo novo bom, necessita de conhecimento, bondade e coragem; não precisa de nenhum anseio saudoso pelo passado." (Bertrand Russell).